Nesta quinta-feira, 16, o SINSEP participou de reunião com a Secretaria Municipal de Saúde para tratar das demandas relacionadas ao SAMU, especialmente o processo de terceirização do serviço e a realocação dos servidores.
Durante o encontro, a presidenta do sindicato, Samia Leiza, solicitou devolutiva da Procuradoria Geral do Município (PGM) sobre a inclusão de setores como transporte sanitário, SIATE e central de distribuição de materiais no processo de remanejamento. Em resposta, a Secretaria informou que apenas os servidores vinculados ao SAMU serão remanejados, enquanto os médicos do SIATE serão apenas disponibilizados.
Servidores presentes contestaram essa separação, destacando que, na prática, há integração entre SAMU e transporte sanitário, com profissionais atuando em ambos os serviços. O sindicato reforçou que essa divisão desconsidera a realidade do trabalho e pode gerar injustiças.
A Secretaria confirmou que o serviço do SAMU será terceirizado, com previsão de início em 04 de maio de 2026, e que será publicado edital de remanejamento com as vagas disponíveis. Também foi informado que serão abertas 10 novas vagas para motoristas.
O processo de escolha das vagas será organizado por categorias e por ordem de tempo de admissão, com possibilidade de permuta entre servidores. Representantes acompanharão todas as etapas.
O SINSEP manifestou preocupação com os impactos diretos aos trabalhadores, especialmente:
- perda de gratificações;
- redução de adicionais, como insalubridade;
- prejuízos financeiros decorrentes do fim do duplo vínculo.
A Secretaria afirmou que não será possível manter gratificações para servidores que deixarem de atuar nas ambulâncias, conforme parecer da PGM, e que os casos serão tratados individualmente para “minimizar prejuízos”.
Também foram levantadas preocupações sobre:
- continuidade de programas educativos do SAMU;
- impacto na formação de residentes;
- necessidade de revisão do transporte sanitário;
- demanda por mais profissionais em setores como a central de distribuição.
O sindicato reforçou seu posicionamento contrário à terceirização, destacando que a medida não garante melhoria no serviço e pode trazer prejuízos aos trabalhadores e à população.
Por fim, foi ressaltada a importância de que todas as decisões sejam tratadas de forma institucional e transparente.
O SINSEP seguirá acompanhando o processo e atuando na defesa dos direitos dos servidores.