Aos trabalhadores que não foram à Greve Geral

No último dia 28 de Abril foi realizado em todo o Brasil um dia de Greve Geral puxado pelas centrais sindicais. Milhões de trabalhadores de centenas de categorias de todo o país pararam o seu local de trabalho e foram às ruas. Foi um dia em que a classe trabalhadora demonstrou sua força e disposição de lutar pelos nossos direitos.

Esta nota, entretanto, está dirigida aos milhares de trabalhadores que não fizeram a greve e não foram às ruas alegando que era um movimento partidário em defesa do ex-presidente Lula e do PT.

As reformas trabalhista e da previdência, além da Lei da Terceirização e a Reforma do trabalho rural vão piorar drasticamente a sua condição de vida. No cenário que se coloca, caso estas medidas passem a valer, vamos trabalhar mais, por mais tempo e em piores condições. 

Para se ter uma ideia: na prática, a maioria dos trabalhadores não vai conseguir se aposentar.

É disso que se trata o processo de construção da Greve Geral no Brasil. É a luta da classe trabalhadora contra as retiradas de nossos direitos básicos. No caso do dia 28 de abril, contra as Reformas Trabalhista, da Previdência e a Lei de Terceirização, apresentadas pelo presidente Michel Temer. É importante ressaltar que o início das mobilizações para a Greve Geral aconteceram em 2015, durante o governo de Dilma Roussef, contra o PL 4330 (a chamada “Lei da Terceirização”).

Aliás, governo após governo, todos atacaram os direitos da classe trabalhadora:

Já no primeiro ano do seu Governo, Lula fez a primeira Reforma da Previdência, aumentando o tempo de contribuição para que o trabalhador se aposente;

A presidenta Dilma prosseguiu com o discurso da “necessidade de reformas”, dificultando o acesso ao Seguro-desemprego e aos benefícios da seguridade social;

O presidente Temer assumiu e aprofundou as reformas planejadas pelo governo Dilma.

O fato da GREVE GERAL estar ganhando força agora é devido ao calendário das Reformas e medidas anti-trabalhistas. Depois de anos de enrolação, foram apresentadas 4 medidas estruturantes da vida da classe trabalhadora em poucos meses:

1 – A Reforma da Previdência, que representa na prática o fim da aposentadoria para a maioria dos trabalhadores;

2 – A Reforma Trabalhista, que flexibiliza a CLT e implementa a jornada de trabalho de 12h por dia (220h por mês);

3 – A Lei das Terceirizações, que regulamenta o trabalho terceirizado em todos os campos, precarizando a relação trabalhador/patrão em favor do patrão;

4 – A Reforma do Trabalho Rural, que na prática rasga a CLT e regulamenta o trabalho rural escravo.

A construção da Greve Geral não tem nada a ver com as eleições. Aliás, construir a Greve Geral é justamente dizer que a nossa luta é imediata, deve ser feita em 2017. Não podemos esperar por 2018.Esperamos você nos próximos passos deste movimento.

Lutar e Resistir

Por Nenhum Direito a Menos